Março |
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Finalmente (dia 23) chegaram os planos. Logo na manhã seguinte começaria a estudá-los. São planos completos, com desenhos em escala, mostrando todas as montagens: anteparas (simples, reforçadas e de ligação), "asas", cabine, gabarito e rodas de proa. Tudo em tamanho natural. Inclui
também planos para confecção de
mastro, retranca, ferragens, velame, armações,
âncora, púlpito de proa... Até
máquina de leme e leme de vento! |
Calculei o material para a primeira fase da construção: casco principal, flutuadores e anteparas de ligação (Super-Estruturas ou Main Strength Bulkheads). |
De uma tira delgada de cedro, restante da construção do Li-Si-Ri, risquei e cortei a Régua Padrão (Template) que vem no projeto. É uma régua-gabarito, que serve para traçar todas as curvas dos três cascos. Na verdade, pelo fato de os planos já trazerem todas as anteparas em tamanho natural, é quase dispensável o uso da régua. No meu caso, preferi riscar com carbono sobre folhas de papelão, formando moldes das peças. |
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Abril |
Comprei a madeira calculada para toda a estrutura do barco. São tábuas de freijó, bem secas. Madeira já estabilizada, pois colhida e serrada há bastante tempo. Em breve seria transportada para o local da obra, após algumas adaptações feitas no “galpãozinho” onde construí o Li-Si-Ri” e que era sua garagem – gentilmente cedida, aliás. Obrigado, Li-Si-Ri. |
Chegaram as amostras de compensado, que testei mais ou menos segundo a norma britânica (Water Boiling Proof). Elas iriam permanecer em cocção por 72 horas, a uma temperatura entre 63 e 67 graus centígrados, em uma máquina que fiz para o teste. |
Maio |
Conclui o teste das amostras de compensado. Não houve delaminação ou encharcamento em nenhuma das quatro amostras. |
Chegou (dia 11) o livro que eu pedira a uma
livraria nos EUA. “ SEARUNNER CONSTRUCTION”, da dupla de projetistas e velejadores Jim Brown & John Marples. Fui logo me debruçando sobre as belas e clássicas páginas dessa grande raridade, edição de 1971. (O livro não traz ainda o Searunner 34, que é de 1976. Mas a técnica de construção é semelhante para todos os modelos). |
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Depois de muito procurar
pregos ou parafusos, galvanizados a fogo ou de bronze, e nada
encontrando que
satisfizesse, decidi-me por usar parafusos inox. Comprei-os. Afinal, seria uma tranqüilidade jamais pensar que em algum lugar do barco podesse haver parafuso se deteriorando. Comprei também resina epoxy, para a primeira fase. Receberia tudo em cinco ou seis dias, conforme previsto pela Transportadora. |
Julho/Agosto |
Concluí o gabarito, iniciado em julho, e comecei a montagem do primeiro flutuador (bombordo). Viva! Fixei as primeiras anteparas (1 e 2), prendendo a Roda de Proa. E a construção foi seguindo, com a montagem de todas as anteparas no gabarito. Todas elas postas no esquadro, niveladas, aprumadas e centralizadas. |
Setembro |
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Devido a maior disponibilidade de tempo (tirei férias no trabalho), a construção avançou bastante nos meses de julho a agosto. Assim, pouco mais de dois meses após iniciada a construção, o flutuador de bombordo estava quase pronto para ser fechado. Então, Iniciei a confecção dos painéis do costado e do fundo (corte, marcações internas e furos de apontamento dos parafusos nos painéis e nas longarinas). |
Novembro |
Bastante atrasado, terminei de fixar os quatro primeiros painéis (costado e fundo). Um auxiliar ía apoiado por dentro do casco, enquanto eu pregava os painéis nas longarinas previamente saturadas de resina epoxy encolante. Usei pregos comuns (ripais) atravessando pequenas tariscas de compensado, para facilitar a posterior retirada dos mesmos, após curada a colagem e parafusados os painéis.
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Dezembro |
Iniciei a construção do galpão. Ao mesmo tempo fui pregando mais painéis. Terminado o galpão, retomei normalmente os trabalhos (concluir o fechamento do casco). Último dia do mês e do ano, novamente Viva! O flutuador de bombordo estava totalmente fechado. Viajei ao litoral, onde passaria o Ano Novo, que ninguém é de ferro. |
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